Acisa se posiciona sobre situação da violência no Acre

A diretoria da Associação Comercial do Acre – Acisa, se posicionou, sobre a onda de violência e o descontrole da Segurança Pública no Estado. Para a entidade, o caos está instalado e medidas enérgicas precisam ser adotadas para resolver a situação, caso contrário, a principal alternativa será solicitar intervenção federal.

A diretoria da Acisa entende que a situação do estado é grave, e que não se deve mais esperar, pois a população precisa de resposta. A recomendação da diretoria é que forças políticas se unam, independente de cores partidárias, para fazer um apelo ao Governo Federal, e combater a violência do nosso estado. O presidente da entidade diz que o comércio sofre, famílias estão com medo e que atividades rotineiras, como sentar na frente de casa ou participar de festas em vários locais está cada dia mais arriscado.

“Precisamos cobrar medidas mais enérgicas da Segurança Pública no combate a violência do nosso estado. O Acre vem se destacando no mapa da violência, aumentando dia após dia o índice de homicídios. As famílias estão com medo de sair nas ruas. À noite, conta-se nos dedos os carros que circulam pela cidade. Precisamos de uma resposta imediata”, disse o presidente.

No mês passado, uma série de reportagens intitulada ‘Acre em Guerra’, foi veiculada em rede nacional, mostrando a atuação do crime organizado e as principais rotas de drogas, nas fronteiras. A matéria mostrou que o Brasil está perdendo o controle das fronteiras com o Peru e Bolívia. Além disso, foram mapeadas rotas de tráfico, onde mostrou bandidos exibindo armamentos modernos, bem superiores as utilizadas pela polícia local.

Para a diretoria da entidade, esta situação, vem trazendo sérios problemas para a população e para quem investe ou tinha pretensão de investir no estado. A falta de segurança afasta novos empreendimentos, pois estamos vivenciando um dos piores momentos, e isso reflete na economia.

A entidade vem acompanhando os debates calorosos dos parlamentares acreanos, que nas últimas semanas, que usaram a tribuna para colocar toda situação vivida no estado. Por outro lado, acompanhamos em noticiários os governantes se defendendo, querendo transferir a culpa para o Governo Federal. A diretoria da Acisa entende que não é o momento de politizar ou encontrar culpados, e sim tomar decisões contundentes em relação a violência que assola todo o estado.

Para o presidente, além de solucionar a questão da segurança, o país precisa urgente de reformas, penitenciárias, tributárias, previdenciárias e política, para que assim, tenhamos alternativas para resolver outros vários problemas existentes.

“Políticos não fazem reformas pois seriam os primeiros prejudicados, sou contra reeleição, pois política não deve ser tratada como profissão e sim como um período de contribuição com a população”, disse Celestino.

Um levantamento aponta o Acre como o estado em que a violência mais cresce no país. Só o número de homicídios saltou mais de 150% nos últimos três anos. Este é um problema que não se restringe àquela região fronteiriça, mas, alimenta a criminalidade em todo país.

“Se eu fosse um policial militar teria medo de prender alguém, pois o Policial prende e o Judiciário solta, não dando sustentabilidade para quem está prendendo. Por isso, sou a favor de reformas urgentes, para que possamos enxergar uma luz no fim do túnel. Neste momento, infelizmente não temos saída. Se está ruim, ainda pode piorar muito mais. Não vemos uma busca de solução para esta situação complicada que o país vem vivendo, e o Acre está caótico na falta de segurança”, finalizou Celestino.

A Acisa é uma entidade, sem fins lucrativos, que trabalha pela melhoria da qualidade de vida da comunidade, apoiando o desenvolvimento e gestão dos negócios dentro do estado.

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