Acisa diz que governantes devem ser mais flexíveis em relação aos tributos praticados sobre valor do combustível.

Diante do valor exorbitante do combustível praticado nos postos de todo Acre, e da greve dos caminhoneiros em vários estados do país, o presidente da Associação Comercial do Acre, Acisa, Celestino Bento, falou sobre o assunto e dos impactos causados a economia local.

De acordo com Celestino, a Petrobras vem utilizando o câmbio flutuante para definir seus valores, pois, de 2013 aos dias atuais o barril do petróleo apresentou uma queda significativa, reduzindo de 110 dólares para aproximadamente 30 dólares o barril.

“As consequências de tudo que estamos vivendo atualmente está ligada a recuperação do valor do barril de petróleo, que hoje está na faixa de 80 dólares, e possivelmente chegará em torno dos 100 dólares. Concordo com a política adotada pela Petrobras, porém, discordo do sistema de tributação praticado, pois se analisarmos os preços do ano passado e compararmos com o que está sendo repassado para os consumidores, houve um acréscimo de mais de 30%”, disse.

Bento diz ainda que falta flexibilidade por parte dos governantes. “Se nossos governantes tivessem essa consciência de não onerar, e ao invés de tributar conceder um desconto de pelo menos 30% nos impostos (PIS/COFINS, CIDE, ICMS), provavelmente o litro do combustível estaria ajustado em um valor equilibrado. Dessa maneira, não haveria perda na arrecadação, tendo em vista que aumentando o combustível, consequentemente aumenta a arrecadação, e assim seria possível manter um ponto de equilíbrio”, explicou.

O presidente foi taxativo ao falar sobre a greve dos caminhoneiros. “Sou favorável a greve dos caminhoneiros, este é um direito da categoria. Talvez, dessa forma, através de pressão, eles consigam seus objetivos. Hoje, o custo de um caminhão parado é altíssimo, e para sobreviver, o caminhoneiro precisa trabalhar quase 100% da sua totalidade”, finalizou.

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